Festival Novas Frequências

De a

SEG 20H30

ingressos

Home Sem Gênero Festival Novas Frequências

Moritz von Oswald – (Basic Channel, Tresor, Honest Jon’s – Alemanha)

Moritz von Oswald é um dos mais influentes contribuidores às contínuas variações linguísticas da música eletrônica contemporânea. Verdadeiro pilar do techno germânico, seu refinado senso musical o levou aos domínios que ultrapassam as sintaxes entre a experimentação eletrônica, o jazz e o estilo clássico.

Nascido em Hamburgo, von Oswald começou sua carreira como parte do movimento Neue Deutsche Welle em 1980 – seu grupo de new wave Palais Schaumburg era formado por notáveis nomes da eletrônica alemã como Thomas Felhmann, Holger Hiller e F.M. Einheit. Depois, já estabelecido em Berlim, funda o Basic Channel, duo artístico e selo criado em colaboração com Mark Ernestus (da loja e distribuidora Hard Wax), passando a dar o tom ao dub techno de influência jamaicana e de Detroit – o que futuramente definiu o seu legado. Como uma das metades dos projetos Maurizio e Rhythm & Sound (ambos com Mark Ernestus), transformou este novo som em direções tanto minimalistas, quanto de raízes do dub jamaicano, criando novas tradições na música eletrônica que prevalecem hoje.

Colaborador em essência, Von Oswald também contribuiu com a ponte aérea Berlim-Detroit, desenvolvendo iniciativas com artistas como Juan Atkins, Jeff Mills e Carl Craig. Impossível também não mencionar o Moritz von Oswald Trio, projeto que conta com Max Loderbauer e o lendário baterista nigeriano Tony Allen, normalmente referido como um dos criadores do afrobeat.

Felinto – (Brasil)

O trabalho do paulistano Felinto cria encontros inusitados entre música, rodas de debate, dança, meditação e ativismo negro. Criador dos projetos Afro Hooligans e Noala, Felinto, em paralelo a estas bandas, desenvolve composições eletrônicas, fractais, ligadas a contextos de uso e trabalho com medicina ayahuasca, hatha yoga e meditação. Felinto ainda é membro do Coletivo Sistema Negro, um grupo de ativistas, artistas, produtorxs e intelectuais negrxs e de lá conecta sua música à debates e encontros sobre masculinidade.

Como artista solo, sua pesquisa se situa entre o sintético e o orgânico, o digital e o analógico, além de samples e gravações de campo trabalhados de modo a criar extremos sensoriais que oferecem deslocamentos de percepção no ouvinte. Com composições baseadas em sobreposições de tempos irregulares e repetições de temas melódicos, Felinto sugere paisagens para caminhar e se perder do lado de dentro da pele, no miolo intocado de cada subjetividade. Filmes para serem vistos dos olhos para dentro.

Livre